Couve-flor Alpina garante mais segurança no plantio em tempos de intensa variação climática

Couve-flor Alpina garante mais segurança no plantio em tempos de intensa variação climática

1 fevereiro de 2022

De acordo com o último censo agropecuário do IBGE, cerca de 140 mil toneladas de couve-flor são produzidas no Brasil e a grande concentração do cultivo está nas regiões Sul e Sudeste, devido às condições climáticas exigidas pela cultura. Diferente das demais brássicas, a couve-flor é mais sensível às oscilações do tempo, pois são as horas de frio acumuladas que induzem na formação e qualidade dos floretes.


Diante disso, a Agristar do Brasil investe constantemente no desenvolvimento de novos híbridos com o objetivo de levar ao campo cada vez mais qualidade e produtividade. Como parte deste trabalho, o portfólio da linha Topseed Premium conta com a couve-flor de inverno Alpina F1, material consolidado no mercado de horticultura há mais de 10 anos, que possui boa tolerância a variações climáticas, folhagem ereta e vigorosa para proteger a cabeça de danos por raios solares, e resistência a Xanthomonas campestris pv. campestris (Xcc), bactéria causadora da podridão negra, principal doença que atinge a cultura.


"A couve-flor é uma cultura de valor agregado, que traz boa rentabilidade aos produtores que optam pela utilização de sementes híbridas de alta qualidade. Essa necessidade se deve às condições climáticas cada vez mais difíceis de se prever, o que traz perdas a quem não utiliza técnicas e cultivares modernas", explica o especialista em Folhosas e Brássicas da Agristar Silvio Nakagawa.


Ele acrescenta que a Alpina é um híbrido bastante versátil, possui peso e tamanho ideais para comercialização em caixaria e feiras livres, locais onde se exige cabeças maiores. Para o segmento de embalados pode-se plantar mais adensado, resultando em cabeças compactas para esta finalidade.


Palavra de quem entende:

O produtor Evanildo André Bernardi, da Horti NC, em Caxias do Sul (RS), conta que planta couve-flor Alpina há seis anos. "Eu escolhi a variedade pela produtividade, sanidade de folhas e pela resistência às doenças. Essas foram as características que mais me chamaram a atenção". Da mesma opinião compartilha o agricultor Joel Jones Bernardi, da Los Bernardi, também de Caxias do Sul, que trabalha com a Alpina há 10 anos e planta em torno de 100 mil pés por ano. "Escolhi a variedade pela sanidade e nos últimos anos plantei até no inverno, porque os nossos invernos não estão tão rigorosos. A característica que destaco é a sanidade foliar", detalha.


Nas cidades gaúchas de São Francisco de Paula, Terra de Areia e Santo Antônio da Patrulha estão as lavouras da família Iaronka. "Planto couve-flor Alpina há seis anos e chego a produzir 1 milhão de pés por ano. Escolhi a variedade pela coloração, branca e pesada.  A característica que mais me chama a atenção é o formato do pé", comenta Eliezer Iaronka.


Dica do especialista

Para iniciar uma lavoura recomenda-se fazer análise de solo para uma correta calagem, adubação de base incluindo micronutrientes como Boro e Molibdênio para ter plantas saudáveis e evitar áreas com histórico de hérnia das crucíferas, pelo seu difícil controle. No passado, quando as estações climáticas eram bem definidas era possível utilizar híbridos ou mesmo variedades com baixa adaptação à variação climática e menor sanidade foliar, pois os invernos eram mais secos e amenos, com o passar dos anos tornaram-se comuns chuvas e ondas de calor fora de época o que levam a grandes perdas, quando a couve flor não tem nenhum nível de resistência a Xanthomonas campestris pv. Campestris (Xcc).



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