Ciclo mais rápido da rúcula favorece planejamento e rentabilidade do produtor

Ciclo mais rápido da rúcula favorece planejamento e rentabilidade do produtor

Ciclo mais rápido da rúcula favorece planejamento e rentabilidade do produtor

2 setembro de 2026

A produção de rúcula exige agilidade dos produtores. Por ser uma cultura de ciclo curto e com demanda por abastecimento frequente, colher no momento adequado é fundamental para manter a regularidade da oferta e reduzir perdas. Nesse cenário, a escolha de cultivares precoces pode contribuir para o planejamento da produção e para a rentabilidade da lavoura.


Para o produtor, trabalhar com uma cultivar que demora mais para atingir o ponto de colheita pode interferir em toda a programação. Como a rúcula precisa ser colhida continuamente para atender à demanda, atrasos no ciclo podem dificultar a sucessão dos plantios e comprometer a regularidade da produção.


"Quando o produtor trabalha com rúcula, ele precisa ter velocidade. É uma cultura em que a programação de plantio e colheita precisa estar muito ajustada, porque existe uma demanda diária. Se o material não entrega precocidade, ele pode perder tempo e ter dificuldade para manter a regularidade da oferta", explica Roberto Araújo, especialista em Cinturão Verde.


Além da precocidade, a capacidade de a planta manter suas características após a colheita também é relevante. Depois de retirada do campo, a rúcula pode passar por centrais de abastecimento e seguir para feirantes, supermercados ou hortifrútis. Dependendo da distância percorrida e do tempo até a comercialização, características que favoreçam a conservação podem ajudar a reduzir perdas.


"Não basta apenas chegar rapidamente ao ponto de venda. O produtor também precisa de uma rúcula que consiga manter sua qualidade durante o período entre a colheita e a comercialização. Quanto maior a resistência das folhas, menor tende a ser o risco de o produto perder qualidade antes de chegar ao consumidor", afirma Araújo.


Um exemplo de cultivar que reúne características associadas a essas necessidades é a rúcula Catharina, da Topseed Sementes. O material apresenta ciclo rápido e precocidade, podendo atender tanto produtores de hidroponia quanto de campo aberto que necessitam de agilidade para realizar colheitas frequentes.


A cultivar também possui sistema radicular desenvolvido e folhas com limbo foliar maior, característica alinhada à demanda por folhas mais largas e menos lobuladas. Outro diferencial está na espessura das folhas, que contribui para a conservação pós-colheita.


"Hoje, o mercado busca folhas maiores, largas e com boa qualidade visual, mas o produtor também precisa de velocidade. Uma cultivar precoce, que alie esse padrão de folha a uma boa pós-colheita, pode ajudar a atender melhor às necessidades de produção e comercialização", finaliza o especialista Roberto Araújo.


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