Dicas

Como controlar a ação de viroses em alface?

A alface no Brasil é infectada por diferentes vírus, como o do mosaico da alface (Lettuce mosaic virus, LMV). Já o Tospovirus ou vira-cabeça, está geralmente associado a sintomas como necrose foliar e plantas retorcidas, que são atualmente os maiores causadores de prejuízo na produção de alface.
O LMV é disseminado no campo por várias espécies de pulgões e também por sementes oriundas de campos contaminados e sem controle de origem, levando a perdas de até 100%.
O uso de sementes isentas de vírus, produzir ou adquirir as mudas produzidas sob proteção de telas anti-afídios diminuem a incidência do LMV no campo. Além do controle preventivo do pulgão, por meio de inseticidas sistêmicos aplicados nas mudas pré-transplantio, conhecidas popularmente como “vacinas”, reduzem as perdas por vírus no campo. Mas, vale lembrar que nenhuma das medidas isoladamente soluciona o problema, se todo o ciclo não estiver fechado, ou seja, se houver restos de cultura com plantas contaminadas ao lado do plantio de novas mudas.
O vira-cabeça, por sua vez, é transmitido por tripes. Esta doença ocorre em todas as regiões produtoras do país, provocando grandes perdas na produção, principalmente no verão ou quando a presença do vetor é alta. O vírus geralmente causa manchas necróticas na planta, que fica retorcida, e se o ataque ocorrer na fase jovem a perda é total e caso ocorra no final do ciclo deprecia o produto no mercado pelo aspecto ruim das plantas atacadas.
As medidas de controle do vira-cabeça são as mesmas do LMV e tem base na produção de mudas sadias, aplicação do inseticida no campo e no pré-plantio, assim como rotação de culturas e eliminação de plantas hospedeiras para reduzir a população do tripes". 

Silvio Nakagawa

Especialistas Brássicas e Folhosas